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"Investir no mercado imobiliário de Santa Catarina é uma excelente opção", diz consultor

Investir no mercado imobiliário de Santa Catarina é uma excelente opção, ja que a nossa região, em especial Florianópolis e região, é um polo turístico, tanto de brasileiros e de estrangeiros. Se comparado com outras capitais que também são turísticas, como Rio de Janeiro e São Paulo, nossa região tem um metro quadrado mais barato.


Sócio da Attica Negócios Imobiliários, Felipe Leal avalia o comportamento dos preços na região para quem pensa em investir em imóveis ou escapar do aluguel neste início do ano.

Por que devemos incluir o valor da inflação para encontrar o valor real que revela uma queda de preço dos imóveis? 
A variação do valor dos imóveis sozinha não fornece grandes informações, apenas que percentualmente ele subiu ou desceu em determinado período, não sendo suficiente para analisar se houve ganho ou perda valor real.  Olhando somente ele, uma variação do índice FIPe-Zap positiva, quer dizer que o valor absoluto subiu, sendo uma análise correta. Por exemplo, um imóvel de R$ 100 mil que tenha variado 0,65% num período, teria ao final deste um valor de R$ 100.650,00.Isso é bom ou ruim?  Depende. Os R$ 100 mil aplicados durante o mesmo período com uma variação de 5,49%  (índice de comparação- IPCA, por exemplo)no mesmo período teríamos um valor final de 105.490,00. Os mesmos R$ 100 mil em diferentes aplicações gera um spread de valor  que nos permite analisar e tirar a seguinte conclusão: O imóvel teve uma queda de 4,58% no período analisado, pois sua variação mesmo sendo positiva foi menor que do IPCA. A inclusão do IPCA é apenas para analisar se o dinheiro perdeu valor ou não.

Por que motivos houve essa queda de preços no setor?
A queda nos preços é devido a uma retração que o mercado vem sofrendo, com um elevado estoque de imóveis por conta das construtoras.  Nada mais é que a lei da oferta e procura, uma menor demanda com grande estoque gerou uma pressão vendedora, com "queda" (não avanço) nos preços.

Santa Catarina é um dos Estados menos afetados pela crise. Neste cenário, investir em imóveis na região é um bom negócio? Por quê?
Investir no mercado imobiliário de Santa Catarina é uma excelente opção, ja que a nossa região, em especial Florianópolis e região, é um polo turístico, tanto de brasileiros e de estrangeiros. Se comparado com outras capitais que também são  turísticas, como Rio de Janeiro e São Paulo,  nossa região tem um metro quadrado mais barato.

Segundo o índice FipeZap, Florianópolis teve uma queda de preço real ainda maior que a média nacional, visto que teve um aumento de apenas 3,67% enquanto a média nacional é de 5,49%. Comprar imóveis na Grande Florianópolis é mais viável hoje do que nos últimos 12 meses, portanto?
 Se analisar o IPCA com a variação em nossa região a queda real dos imóveis foi 1,82% nos últimos 12 meses, ainda sim é uma oportunidade.  Não somente a queda do valor, mas também a grande possibilidade de negociação que o mercado tem praticado, com parcelamentos bastante estendidos, até mesmo para imóveis prontos, e excelentes descontos. Uma das possibilidades que torna ainda mais interessante o momento, seria a possibilidade do trabalhador sacar o FGTS de contas inativas e com esse recurso em mãos, poder negociar ótimas condições.

Na sua opinião, qual é a previsão para o comportamento dos preços nos próximos meses aqui na nossa região?
Entendo que os preços se estabilizarão, o que já é muito favorável se compararmos a queda dos últimos 2 anos. Algumas regiões possuem ainda estoques muito altos e levaram mais tempo para voltarem a normalidade, pois ainda muitas construtoras estão queimando estoques para melhorar fluxo de caixa e isso puxa os valores para baixo. Em outras, sem excesso de produto, os preços tendem a terem uma leve subida já esse ano. Nada relevante, mas já conduzido pela redução da taxa Selic, o que facilita o financiamento para os clientes. Além disso, para 2018, espero um subida nos valores, pelo menos 3% de ganho real, isso devido também a baixa da Selic, que ajuda as empresas a melhorarem seus níveis de endividamento, voltarem a se capitalizar e lançarem novos produtos.

Fonte: Jornal Noticia do Dia; FABIO GADOTTI - 28/02/2017 19H51 - 28/02/2017 19H54

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